O Perfil da Empresa é gratuito e pode ajudar lojas e prestadores de serviço a serem encontrados. Entenda o que influencia os resultados e como transformar o cadastro em informação útil para quem está escolhendo onde comprar.

Imagine alguém procurando uma oficina perto de casa. O carro apresentou um problema, a pessoa abre o Google e compara as opções. Uma oficina informa os serviços, mostra a entrada e tem o telefone atualizado. Outra aparece com poucas informações e um horário que ninguém sabe se ainda vale.

As duas podem oferecer um bom serviço. Mas, nessa situação, a primeira facilita a decisão antes mesmo de atender o telefone.

Esse é um trabalho de marketing que cabe na rotina de um pequeno negócio: ajudar quem já está procurando uma solução a entender que você pode atendê-lo. Para empresas com atendimento presencial, o Perfil da Empresa no Google é uma das ferramentas disponíveis para isso.

O cadastro é gratuito e permite gerenciar informações na Pesquisa e no Maps. Não é preciso contratar anúncios para criar um perfil.

A busca começa pelo problema do cliente

“Conserto de máquina de lavar”, “restaurante aberto agora” e “salão no Centro” são exemplos de pesquisas em que a pessoa descreve o que precisa, sem necessariamente conhecer uma empresa.

Há uma diferença útil para pensar a divulgação: nesse tipo de busca, a necessidade já foi expressa. O negócio precisa ser encontrado e oferecer informações suficientes para entrar na consideração.

Isso não significa que toda pesquisa vira compra. A pessoa pode estar comparando preços, verificando distância ou pesquisando para outro momento. Ainda assim, existe uma oportunidade concreta de responder àquela necessidade.

No exemplo da oficina, informar se há atendimento aos sábados pode resolver uma dúvida decisiva. Para um restaurante, um cardápio legível ajuda a avaliar opções e preços. Para um prestador, dizer quais serviços realiza evita contatos de pessoas que precisam de outra coisa.

O perfil deve ser organizado a partir dessas dúvidas.

O que faz uma empresa aparecer nos resultados locais

Segundo o Google, a classificação local considera principalmente três fatores: relevância, distância e destaque.

FatorO que significa
RelevânciaA correspondência entre o negócio e o que a pessoa procura.
DistânciaA proximidade entre a empresa e a localização considerada na busca.
DestaqueO quanto a empresa é conhecida, considerando sinais como avaliações e links de outros sites.

Isso ajuda a entender por que preencher o perfil não garante o primeiro lugar. A localização de quem pesquisa também influencia o resultado.

O Google informa que dados completos e corretos ajudam a relacionar o negócio às buscas e que avaliações e notas positivas participam da classificação. Também afirma que não é possível pagar por uma posição local orgânica melhor.

Para quem empreende, a orientação prática é concentrar o esforço no que pode corrigir: a representação do negócio, as informações oferecidas e a experiência que sustenta sua reputação.

Antes de cadastrar, veja se sua empresa pode ter um perfil

A regra geral é atender clientes presencialmente, no estabelecimento ou no endereço deles. Negócios exclusivamente on-line não são elegíveis, salvo exceções específicas previstas pelo Google, como determinadas operações de alimentação por delivery.

Isso permite que um prestador sem loja aberta ao público tenha um perfil, desde que cumpra os requisitos de atendimento. Se você vai até o cliente e não o recebe no endereço cadastrado, o endereço deve ficar oculto; a área atendida deve representar a operação real.

Para começar, procure sua empresa na Pesquisa ou no Maps. Se já houver um perfil, solicite acesso ou reivindique a propriedade. Se não houver, adicione o negócio e siga a verificação oferecida pelo Google.

Mantenha o acesso sob controle da empresa. Quem ajuda no marketing pode receber permissão para administrar, sem se tornar a única pessoa com acesso.

Preencha pensando no que o cliente precisa decidir

Use o nome pelo qual a empresa é conhecida, escolha uma categoria que represente sua atividade principal e informe telefone, horários e localização ou área de atendimento. Evite acrescentar ao nome uma sequência de serviços, bairros ou frases promocionais que não fazem parte dele.

Depois, revise o perfil como alguém que nunca comprou de você.

Em uma assistência técnica, por exemplo, “manutenção de eletrodomésticos” pode deixar dúvidas. Se a empresa realmente conserta máquinas de lavar e atende em domicílio, essas informações tornam a oferta mais compreensível.

Numa clínica, explique as especialidades e como agendar. Numa loja, verifique se o endereço leva à entrada correta e se o horário corresponde ao atendimento real. Em todos os casos, teste o telefone e os links.

Essa revisão também evita trabalho desnecessário. Quando uma informação importante falta, alguém precisa perguntar e você precisa responder. Se a pessoa desiste antes de entrar em contato, nem chega a ficar sabendo da oportunidade.

As fotos precisam ajudar a escolher

O próprio Google recomenda imagens nítidas, bem iluminadas e fiéis à realidade. Fotos da fachada também ajudam o cliente a reconhecer o estabelecimento quando chega.

Uma boa seleção responde a dúvidas diferentes:

  • Fachada e entrada: como reconhecer o lugar.
  • Ambiente: o que esperar da visita.
  • Produtos e serviços: o que a empresa oferece.
  • Detalhes relevantes: características que podem influenciar a escolha.

Para uma cafeteria, por exemplo, uma foto do salão pode mostrar o tamanho das mesas e a disposição dos lugares. Para uma loja de móveis, imagens de ambientes montados ajudam a visualizar combinações. Para um serviço de instalação, registros do trabalho concluído permitem observar o acabamento.

São exemplos de como escolher imagens pela informação que entregam. Não há, nas fontes usadas nesta matéria, uma quantidade de fotos que garanta melhor posição ou mais vendas.

Comece com imagens atuais que representem bem o negócio. Substitua as que mostram produtos, espaços ou condições que já mudaram.

Peça avaliações honestas e use o conteúdo delas

O Google permite compartilhar um link ou QR code para solicitar avaliações. A avaliação precisa representar uma experiência real; oferecer desconto, brinde ou pagamento em troca dela é proibido.

Você pode incluir o pedido no encerramento do atendimento, com uma mensagem simples: “Se puder, conte no Google como foi sua experiência com a gente. Este é o link.”

Ao ler as respostas, observe os motivos apresentados. Comentários sobre prazo, clareza do orçamento ou facilidade para agendar ajudam a entender o que as pessoas valorizam. Reclamações recorrentes apontam aspectos da operação que merecem revisão.

Quando houver uma crítica, responda ao problema específico, sem expor informações do cliente. O Google recomenda reconhecer erros quando necessário e levar a resolução para um contato direto. [7]

Na leitura do RADAR, esse acompanhamento tem duas utilidades: ajudar quem está escolhendo e oferecer pistas para melhorar o atendimento. Colecionar avaliações sem ler o que elas dizem desperdiça a segunda.

Por onde começar nesta semana

Abra o perfil da sua empresa e confira se alguém consegue descobrir o que você oferece, onde atende, quando está disponível e como falar com você.

Corrija primeiro o que pode impedir uma compra: telefone errado, horário desatualizado, endereço confuso ou serviço mal explicado. Depois, organize fotos e solicite avaliações de forma regular após os atendimentos.

Registre a data dos ajustes e passe a perguntar aos novos clientes como chegaram até você. Na próxima revisão, procure entender se o perfil está trazendo contatos compatíveis com o que sua empresa consegue atender e quantos deles avançam para orçamento, agendamento ou pedido.